Deve ser proibido improvisar

 
 


IDe há muito temos ouvido as mais abalizadas vozes enfatizarem que Penedo já não pertence somente aos penedenses nem aos alagoanos e sim aos brasileiros e já deveríamos estar nos preparando para ser Patrimônio da Humanidade como Olinda e tantas outras cidades brasileiras.

A proteção dada pelo tombamento pelo Governo Brasileiro, e agora, com a inclusão no Programa Monumenta que traz o apoio do BID e Unesco, exige que todas as intervenções na área de preservação sejam bastantemente discutidas e tenham um alcance bem amplo.

Este discurso vem a propósito das propaladas ações que devem ocorrer no prédio do mercado público e seu entorno.

Há exatamente 13 anos quando da realização do Seminário Pensando Penedo trouxemos dentre outras questões a revitalização da Praça Marechal Floriano que incluía o Mercado o Pavilhão da Farinha e o comercio ambulante situado em seu entorno.

Na oportunidade ouvimos a detalhada exposição dos engenheiros da OAS que já haviam iniciado o projeto de construção de galpões no aterro da lagoa do outeiro para a transferência do Mercado e consequentemente da feira.

Projeto excelente que viria desafogar o Sítio Histórico e permitiria o paulatino desvio do comercio para outras áreas.

Infelizmente proprietários que detém algumas lojas nesse setor se opõem de maneira egoísta a qualquer modificação que venha ocorrer para melhorar o atual caos urbano que gera entre outros problemas o fim da Praça Floriano, hoje transformada num estacionamento que inviabiliza qualquer participação humana.

Urge que se adotem medidas mais efetivas com a retirada imediata desse comercio alternativo e que as lojas sejam transferidas para áreas de melhor circulação e que não venham a causar este engurgitamento do coração da cidade.

Apelamos para que a edilidade tenha uma postura de longo alcance e que não se curve ante a pressão de comerciantes egoístas que teimam em destruir o pouco que ainda resta de nossa centenária Urbe.

Temos como exemplo degradante as intervenções mal pensadas na Rocheira, na Cadeia e Casa da Câmara e recentemente na av. Comendador Peixoto. Todas condenadas pelos técnicos que estudam e apresentam soluções para a revitalização do Penedo

 


 
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