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Anúncio do Patrocínio do BNDES ao Museu do Rio São Francisco
Discurso do Presidente do BNDES, Demian Fiocca
Caro Ministro Gilberto Gil e demais autoridades do Ministério da Cultura Caros. Colegas do BNDES e jornalistas aqui presentes , Dr. Francisco Sales, presidente da Fundação Casa do Penedo, Sr. Marcius Beltrão, prefeito municipal de Penedo, Sr. secretário de cultura representante do governo de Alagoas. Bom dia a todos. Sejam bem-vindos ao BNDES.
É uma honra estar com vocês para anunciar o patrocínio do BNDES ao Museu do Rio São Francisco, que será instalado em Penedo Alagoas

Foto (aperto de mão)
Sr.Demian Fiocca - Presidente do BNDES e
Dr. Francisco Alberto Sales
- Presidente Fundador da Casa do Penedo
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Foto (da esquerda para direita)
Sr.Gilberto Gil - Ministro da Cultura
Dr. Francisco Alberto Sales - Presidente Fundador da Casa do Penedo
Marcius Beltrão Siqueira - Prefeito de Penedo
Localizada na margem esquerda do Rio São Francisco, Penedo é um dos três núcleos de povoamento mais antigos de alagoas. Seu centro histórico foi tombado em 1996 pelo Iphan.
O BNDES está investindo R$ 1.581.050,00 para viabilizar o projeto de restauração dos imóveis que receberão o museu, as demolições, o projeto museológico e a primeira etapa da restauração.
O museu será instalado em dois imóveis tombados: a sede do extinto Clube de Pesca de Penedo, à beira do São Francisco; e o Chalé dos Loureiros, que receberá o centro de documentação.
Trata-se de uma parceria entre o BNDES, o ministério da cultura a Prefeitura de Penedo e a Fundação Casa do Penedo, a quem caberá a gestão do novo museu.
Penedo tem vocação para se tornar o pólo de turismo associado à cultura e ao lazer, e este investimento do BNDES tem por objetivo contribuir para o processo de desenvolvimento da cidade.
A principal cidade histórica de Alagoas pode ser, ainda, um dos portais de acesso ao Rio São Francisco, assim como ao imenso e significativo patrimônio social, cultural e ambiental de suas margens.
É por esta razão que o projeto associa a restauração de dois imóveis de grande relevância para a cidade com a idéia de um museu sobre o Rio São Francisco, de modo a mostrar sua importância para o País.
O museu será o centro de uma rede de associações e grupos locais que trabalham com perspectiva de formar um Corredor Cultural e Ambiental na região, a exemplo da Estrada Real, em Minas Gerais.
Penedo será não apenas um centro de informações sobre o vasto acervo do Rio São Francisco, mas também o ponto de partida para roteiros de visitações e experiências de educação patrimonial.
Temos, portanto, um projeto que associa a cultura e o patrimônio histórico à economia e ao desenvolvimento local, assim como à preservação do meio ambiente e à valorização do Rio São Francisco.
O patrocínio ao Museu do Rio São Francisco se inscreve na política cultural do BNDES, voltada para três áreas principais: preservação do patrimônio histórico e arquiológico brasileiro; desenvolvimento da produção audiovisual do país; e gestão dos espaços culturais próprios, com uma programação de música, cinema e artes visuais.
O BNDES é atualmente o maior patrocinador no campo do patrimônio histórico do país, privilegiando ações de restauro, conservação, modernização e uso de imóveis tombados pelo Iphan.
De 1997 a 2005, o BNDES já investiu R$ 81.876.303,00 em 114 projetos de revitalização de igrejas, casas, fortes, museus, universidades, teatros, cinemas e sítios históricos tombados.
Desde o ano passado, passamos a estruturar o nosso patrocínio neste setor em função da escolha de cidades-pólo, de um lado; e de projetos relativos a bens tombados de alto significado, de outro.
Para o biênio 2005-2006, as cidades-pólo escolhidas foram Ouro Preto e Olinda, plea relevância de seus conjuntos históricos; e o Rio de Janeiro, em especial os seus museus, dentro do apoio do Governo Federal aos Jogos Pan-Americanos de 2007.
Vamos investir R$ 20 milhões este ano no setor.
Mas a ação do BNDES não se restringe à dimensão exclusivamente cultural do patrimônio. Os projetos que patrocinamos visam à preservação, claro, mas também ao uso sustentável, dando aos imóveis um caráter educacional, econômico e social.
Não por acaso, portanto, a restauração desses dois imóveis de Penedo, e a cração do museus do Rio São Francisco, se conectam ao Desenvolvimento de um núcleo de capacitação de mão-de-obra para restauro e a uma nova política urbana na cidade.
Como presidente do BNDES, sinto-me feliz com a constatação de que também o patrocínio cultural do Banco se dá dentro de uma lógica de apoio ao desenvolvimento pleno do país, de acordo com as políticas gerias do Governo Federal e, mais especificamente, com a política pública de cultura coordenada pelo Ministro Gilberto Gil.
Muito Obrigado a todos.
Fonte: BNDES
05.06.06
O projeto de criação do Museu do Rio São Francisco será apoiado pelo BNDES em conjunto com o Ministério da Cultura. O contrato de patrocínio foi assinado nesta segunda-feira, dia 5, pelo presidente do BNDES, Demian Fiocca, e o ministro Gilberto Gil, em solenidade que contou com as presenças do presidente do IPHAN, Luiz Fernando Almeida; do secretário de Cultura de Alagoas, Paulo Pedrosa; e do prefeito de Penedo, Marcius Beltrão Siqueira; e do presidente da Fundação Casa do Penedo, Francisco Alberto Sales.
O Museu do Rio São Francisco será instalado em dois imóveis, tombados pelo IPHAN em 1996: o Cadespe, sede do antigo Clube de Pesca de Penedo, e o Chalé dos Loureiros, que sediará o centro de documentação.
O Cadespe, pertencente à prefeitura de Penedo, tem os fundos voltados para as águas do São Francisco, permitindo, assim, integrar o próprio rio no acervo do museu, com a exposição de embarcações típicas.
Este será um museu diferenciado por não partir de um acervo tradicional, pré-constituído, e, sim, de um conceito "visita-viagem", que procura chamar a atenção para as especificidades de cada um dos quatro grandes segmentos do rio: Alto São Francisco (em Minas Gerais, da nascente a Pirapora); Médio São Francisco (Minas Gerais e Bahia, de Pirapora a Sobradinho); Sub-Médio São Francisco (Bahia, de Sobradinho a Paulo Afonso); e Baixo São Francisco (Bahia, Sergipe e Alagoas, de Paulo Afonso ao Oceano Atlântico).
Assim, o Museu do Rio São Francisco vai preservar a memória histórica e cultural de todos os aspectos que tornaram o "Velho Chico" tão influente na vida cotidiana dos indivíduos da região. Cada um dos segmentos do rio ganhará um espaço expositivo e de referência onde serão abordados os centros e monumentos históricos, os sítios arqueológicos, os mitos e elementos folclóricos, o artesanato, as festas, as feiras, as manifestações da cultura popular e as características ambientais. As salas de exposição do museu visam difundir conhecimento sobe o rido e estimular a visitação à diversidade ambiental e cultural presente em suas margens.
Partindo de Penedo, serão sinalizadas todas as cidades das margens, destacando suas características. As informações serão organizadas e seu acesso se dará mediante terminais multimídia (som, imagens - filmes e iconografia) e de peças coletadas nas cidades envolvidas. São 503 municípios nos estados de MG, BA, PE, SE e AL sob influência histórica e cultural do rio São Francisco, com uma população de cerca de 16 milhões de habitantes.
Penedo é um dos mais antigos núcleos de povoamento de Alagoas. Implantado à margem esquerda do rio São Francisco, a cidade recebeu este nome devido ao rochedo sobre o qual foi constituído o casario do seu núcleo original. O município tem 57 mil habitantes, sendo 73% de residentes na área urbana. Tem como atividade principal a agricultura de subsistência e o plantio da cana-de-açúcar, embora também sejam importantes na renda do município a pesca e o turismo.
A instalação do Museu do Rio São Francisco assume papel fundamental na iniciativa de se transformar a principal cidade histórica de Alagoas em um portal de acesso às inúmeras faces do rio e de seu patrimônio histórico e cultural.
A criação do museu está relacionada com a ação do Programa BID-Monumenta, de preservação do patrimônio histórico urbano, que tem como um dos seus eixos reforçar a relação da cidade de Penedo com o rio São Francisco. O Programa já executou a recuperação da Praça Barão de Penedo, a restauração da Igreja de Nossa Senhora da Corrente, da Igreja de São Gonçalo Garcia e da Casa da Aposentadoria, além da recuperação da orla do rio. Em paralelo, estão sendo desenvolvidas ações para o fortalecimento da cultura e tradição locais, com a criação de núcleo de capacitação de mão-de-obra em restauro e a introdução do conceito de política urbana associada à preservação do patrimônio cultural no processo de elaboração do Plano Diretor Participativo.
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