Ponto de Cultura

Desde o ano de 2003 a Casa do Penedo mantém em funcionamento um Ponto de Cultura em parceria com o Ministério da Cultura dentro do Programa Mais Cultura. Visa resgatar os saberes da comunidade que ameaçam a se extinguirem tragados pela veracidade do mundo cibernético em que vivemos atualmente.

Dentre as atividades desenvolvidas mantém uma oficina de cerâmica coordenada pelo mestre Capilé. Mantém um curso permanente de iniciação à informática, além de cursos de dança, expressão corporal, teatro dentre outros.

Lançou dois novos projetos “O Ponto Vai à Praça” e o “Ponto vai à Escola” que consistiu em levar as atividades desenvolvidas no Ponto às praças públicas, incluindo projeções de filmes da cinemateca da Casa do Penedo. O mesmo ocorre com as escolas públicas.


Ponto de Cultura: O Projeto

Resumo

Formação de 120 adolescentes e jovens adultos no ofício de oleiro em esculturas, sob a orientação de artesãos detentores de técnicas tradicionais e noções de esmaltação sobre cerâmica.

Integração da Fundação Casa do Penedo no Sistema do Programa Nacional Cultura Viva.

Objetivos

1 – O projeto pretende resgatar a produção de artesanato em barro no Município de Penedo. A atividade oleira voltada para a escultura, no passado, foi pujante, tendo declinado paulatinamente, tornando-se quase inexpressiva. Penedo ainda conta com alguns mestres nesta arte e é imperioso que seus saberes e técnicas sejam preservados e transmitidos às novas gerações.

2 – Integrar a Fundação Casa de Penedo ao Programa Cultura Viva, possibilitando a disponibilização do seu acervo para a sociedade por meio da Internet, com ênfase na difusão do patrimônio cultural de Penedo, da região do São Francisco, do Estado de Alagoas e do Nordeste.

Justificativa

1- A região de Penedo está entre as mais do país e a capacidade de absorção da mão de obra dos jovens, principalmente os de famílias de baixa renda e com deficiente nível de escolaridade é mínima. Por outro lado, a cidade possui um grande potencial turístico e o artesanato em barro, hoje quase desaparecido, faz parte das suas tradições.

O projeto se justifica por:

I. Criar perspectiva de ocupação e renda para jovens carentes;
II. Recuperar e fomentar uma atividade econômica e cultural quase extinta;
III. Perpetuar o conhecimento técnico de velhos mestres artesãos;
IV. Estimular pela força do artesanato local, a atividade turística em Penedo.

2 – Integrar a Casa do Penedo no Programa Cultura Viva, por meio de sua capacitação tecnológica, possibilitando a difusão, via Internet, do seu extenso acervo documental e bibliográfico sobre a região do rio São Francisco.


Benefícios Resultantes

Artísticos

A preservação do patrimônio cultural imaterial pelo registro e difusão de técnicas e conhecimentos de artesãos oleiros tradicional.

Sociais

1 – Inclusão social de 120 jovens carentes pela perspectiva de atividade laboral.

2 – Ampliação do acesso ao acervo da fundação à sociedade local, especialmente aos segmentos carentes, e sua ampla difusão para a sociedade em geral, via internet.

Econômicos

1 – Geração de renda para 120 jovens de família carentes;

2 – Fomento, pela via do artesanato, ao turismo na cidade histórica de Penedo.

 


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Alexandre Benkendorf